 |
"Doze Anos", a primeira obra de
ficção de Rui Barroso, é uma prosa suave e ligeira, muitas vezes divertida
e noutras comovente, mas sempre densa e profunda. Remete-nos às (re)descobertas,
às primeiras vezes e a uma inocência que, tantos de nós infelizmente se
esqueceram ou... irremediavelmente, perderam.
A acção passa-se em Angola, em tempos idos, 1973, onde havia espaço e
suficiente confiança na rua. Ao contrário de hoje, em que nos
impressionamos com as nossas "crianças de apartamento", o Miguel
(personagem principal do livro) cresceu livre.
Neste cenário tudo ganha contornos de aventura, as emoções estão ao rubro e
cada gesto é símbolo de coragem e eternidade. Todos os segundos contam e
nenhum deles chega a ter fim. Este livro está tingido de muitas as cores e
em cada canto surgem novas vidas e novas esperanças, através de personagens
surpreendentes.
E depois, a descoberta de... algo mais. |